INTERVIEW DRAGONFORCE MÉXICO FAN PAGE

DF MÉXICO: Olá Caio! Saudações dos Soldiers Mexicanos!

Primeiramente obrigado pelo convite a conceder uma entrevista aos fans de DragonForce e a Fan Page DragonForce México, agradeço o interesse e reconhecimento pelo meu trabalho junto a maior banda de Speed Power Metal que conheço, DragonForce. Afinal é muito importante para o artista/designer ter seu trabalho reconhecido pelos fãs das bandas com quem trabalha.

DF MÉXICO: Com quantos anos você começou a ser Designer Gráfico? Isso foi um sonho desde criança?

Não houve um momento definitivo ou de início nas artes. Foi algo que veio desde cedo, desde a infância fazendo alguns desenhos e trabalhos artísticos para a escola e por diversão. Quando criança eu tive algumas aulas particulares de desenho a mão livre sem nenhum propósito em trabalhar com isso no futuro. Para ser honesto, eu não gostei muito de desenhos à mão livre e simplesmente abandonei com o tempo.

Sem cursos ou ajuda profissional, comecei a ter um interesse mais profissional por artes gráficas e o uso de softwares da área de Design Gráfico por volta dos 15 ou 17 anos, hoje tenho 26 anos. Rapidamente me identifiquei com o software Adobe Photoshop e me aprofundei mais, a cada dia, em novas técnicas e novas referências de Arte Digital.

Desde que comecei a me interessar mais pelo Rock e Metal, o que me chamava muito atenção para descobrir bandas novas eram as capas dos álbuns. Sempre gostei de manter a relação entre a arte do álbum e suas músicas, assim dando uma experiência completa ao ouvir o álbum. Assim, decidi entrar para esse ramo da arte na música, no rock e metal, como artista gráfico de bandas, fortalecendo um pouco o que poderia estar ficando para trás em um mundo digital.

DF MÉXICO: Sua família sempre o apoiou?

Eu nunca fui bem na escola, sempre tive notas baixas em todas as materias sem exceções, provavelmente porque nada me interessava o bastante ou que visse como algo util para o meu futuro. Eu tive varios problemas pessoais por conta das minhas notas baixas em todas as matérias, e arte era a única coisa que eu tinha realmente boas notas sempre. Assim, o sistema de ensino me ofereceu ajuda vendo alguma esperança em mim em um futuro no ramo de arte e design tendo em vista os meus trabalhos graficos feitos na escola incluindo de turmas mais avançadas que a minha as quais me pagavam para “finalizar” graficamente seus trabalhos. Inclusive cheguei a ser designer gráfico da minha escola por dois anos sendo meu primeiro estagio na área. Então a escola e meus pais me ajudaram bastante a respeito de notas e acordos com a escola para tornar possível concluir o ensino médio e ter um futuro na áre de design e artes. Meus pais sempre se mostram muito orgulhosos de cada trabalho que faço, principalmente os feitos para o DragonForce. Sempre me acompanham nas redes sociais. Também gostam de rock e até algumas bandas de metal, inclusive foram aos shows do DragonForce aqui no Brasil para prestigiar meu trabalho com a banda e tiveram o prazer de conhecer pessoalmente a banda também.

DF MÉXICO: Em quais escolas você estudou para se tornar designer gráfico? Foram quanto tempo de estudos?

Hoje sou um designer treinado, certificado e autorizado pela Adobe nos principais programas gráficos e formado em Design Gráfico em 2013 pela faculdade italiana de Design, IED - Istituto Europeo di Design.

Por volta de 2007, eu comecei a ter mais interesse em softwares gráficos começando explorando o Photoshop 7. Logo mudei para a versão CS2 do Photoshop e comecei a brincar mais com algumas fotos e edição de imagens apenas por diversão e treino. Eu rapidamente me apaixonei ao ver o que poderia ser feito com o Photoshop, então eu decidi começar a aprender o software a sério, a fim de ser capaz de criar algumas coisas mais profissionais. Todo o meu primeiro conhecimento sempre foi através de pesquisas, leitura de revistas relacionadas a artes e softwares gráficos como a “Photoshop Creative” a qual fui destaque em diversas edições da revista e no site, e também assistindo a tutoriais de vez em quando. E assim foi basicamente como eu dei inicio aos estudos.

Então comecei a me dedicar mais a sério e levar mais profissionalmente artes e design no final de 2009, e em 2010 eu cursei um ano em um Centro de Treinamento Autorizado Adobe, que era um "pré-diploma", tendo treinamento nos principais softwares gráficos Adobe sendo eles Photoshop CS4, Illustrator CS4, InDesign CS4 e Acrobat X, para obter um certificado para atuação profissional na área, e também tendo como intenção entrar na Faculdade Italiana de Design, IED - Istituto Europeo de Design, onde me formei em Design Gráfico no final de 2013 inicio de 2014 após 3 anos de curso.

Aprendi muito sobre design na faculdade, embora quase tudo o que faço em minhas artes eu não tenha aprendido na faculdade ou no Adobe Training, devo confessar que algumas coisas você simplesmente não vai aprender nas escolas e ou na faculdade, no fim só depende do seu empenho no que relamente gosta de fazer.

DF MÉXICO: Se você não fosse Designer, o que você possivelmente faria da vida?

Desde muito pequeno, fui apresentado à música por meus pais, especialmente ao rock e após um tempo ouvindo um pouco de tudo, passei a me concentrar mais no Metal e suas vertentes. A cada dia descobria uma nova banda, o que me fez querer entrar no ramo da música de alguma forma. Comecei com o interesse de ser músico, chegando a tocar alguns instrumentos, como teclado, guitarra e baixo, durante alguns anos. Mesmo com planos de ser músico, ter banda e seguir essa carreira, no fim acabei descobrindo interesses maiores na arte e design e abandonei por completo a música, apenas como músico claro haha.

DF MÉXICO: Você tem muitos amigos que seguiram os mesmos passos que você? Você tem aquele que o considera como “gênio”?

Não sei dizer se esses amigos seguiram os mesmos passos que eu. De escola definitivamente ninguém seguiu a mesma carreira que eu, disso tenho certeza. Os artista e designers que hoje são meus amigos, conheci por meio do trabalho e pesquisas por profissionais do mesmo ramo que eu. Hoje tenho como grandes amigos de trabalho, e principalmente meus grandes concorrentes no mercado nacional, Carlos Fides da ArtSide, Jean Michel da Designations, e alguns “colegas” de design como o Marcelo Vasco, Gustavo Sazes, entre outros grandes artistas brasileiros que conheço que trabalham com artes gráficas no ramo da música.

Um dos principais artistas que eu sempre amei desde a infância, quando comecei a ouvir heavy metal e que me influenciou muito para entrar no ramo de arte para bandas, foi o grande artista Derek Riggs, criador de um dos mais famosos, se não o maior mascote do Heavy Metal: Eddie / Iron Maiden. Esse cara sim, considero um gênio das artes e que para mim ilustrou as melhores e mais incríveis capas de álbuns que eu já vi. É difícil descrever suas capas pela quantidade de detalhes encontrados nelas ou mesmo escondidos, especialmente aquelas desenhadas para o Iron Maiden. Meu Símbolo, CadiesArt Signature, foi totalmente inspirado pelo Derek Riggs, que também tinha um símbolo misterioso como uma assinatura em suas capas o qual representava um “DR”. Mas a criação do meu símbolo foi algo mais conceitual e inspirado também por Leonardo DaVinci com estrutura do “Homem Vitruviano”, mas a idéia em si veio do Riggs e seus "segredos" em suas ilustrações.

Ele é um artista que me inspira por sua carreira e história, mas não diria que é um artista que inspirou diretamente minhas artes digitais. Eu sou um artista que todos os dias, procura uma nova referência digital, encontrar novos artistas da minha área...

DF MÉXICO: Apresente-nos a CadiesArt – Digital Artwork.

Sempre evoluindo em softwares gráficos por conta própria, desde 2007, decidi ir para um novo nível profissional em 2009 quando surgiu a ideia de juntar minhas duas paixões: a música e a arte. Nesse ano nasceu a minha primeira e atual marca de Design Gráfico chamada “CadiesArt - Digital Artwork”.

A marca, depois de algum tempo e muita dedicação, logo começou a ser reconhecida internacionalmente por bandas novas e undergrounds. Minhas primeiras artes começaram a ser vendidas rapidamente para fora do Brasil, e minha primeira arte vendida foi para uma banda Norueguesa chamada Dominanz e seu primeiro álbum “As I Shine” de 2010.

A CadiesArt - Digital Artwork é uma agência de Design Gráfico nacional brasileira, sendo que hoje tem se focado mais no mercado internacional, especializada a 7 anos em artworks e designs dedicados a bandas e músicos de rock e metal em todo o mundo na indústria da música. Já trabalhou com cerca de 45 países e para cerca de 350 bandas e músicos, procurando restaurar a importância da relação entre música e arte em tempos de download e música on-line onde a arte é esquecida.

DF MÉXICO: Como Dragonforce entrou em contato com você?

O primeiro a visitar e descobrir o meu site e trabalhos foi o Fred Leclercq, ele visitou a minha galeria de artes à venda em meu site e se identificou imediatamente com uma arte de 2013 #115. Ele comentou sobre essa arte por email algo do tipo “I really like this artwork (#115) by the way, it has a great vibe that made me wanna work with you)...” e essa arte foi meio que uma referencia inicial para a arte da capa do álbum “Maximum Overload” também, mesmo parecendo mais uma referencia para a capa do novo “Reaching into Infinity” haha. Então o manager da banda, Steve McTaggart, que aparentemente estava à procura de um novo designer para a banda, gostou da indicação do Fred e entrou em contato comigo para trabalhar com o DragonForce no novo álbum deles intitulado “Maximum Overload”. Inicialmente todo o conceito da capa do álbum “Maximum Overload” foi discutido por e-mails com o Fred, inclusive ele fez um rascunho a mão livre do que queria para a arte da capa e tenho esse rascunho comigo até hoje o qual não da pra se entender nada sem ter uma descrição e fiz um milagre transformando aquilo em uma capa haha Posteriormente o conceito e arte foram finalizados e discutidos diretamente com o Herman Li sob aprovação do McTaggart. Após o “Maximum Overload”, McTaggart acabou não se envolvendo mais nos projetos gráficos, deixando toda a aprovação e acompanhamento dos projetos gráficos a serem tratados diretamente com o Herman que vem trabalhando comigo nos projetos gráficos desde o álbum “Maximum Overload”, e posteriormente nos projetos gráficos do DVD “In The Line Of Fire”, do Best Of “Killer Elite” e por fim agora no tão esperado novo álbum de estúdio “Reaching into Infinity”.

DF MÉXICO: Antes de projetar uma arte no que você se inspira?

Só depois de algum tempo tendo esse relacionamento com as capas dos álbuns de rock que eu comprava, comecei a descobrir quais eram os artistas por trás delas. Por ai eu comecei a encontrar algumas referências de artistas para mim e minhas artes.

Hoje, como designer e artista gráfico há mais de 7 anos, descobri que qualquer tipo de trabalho tem um estudo ou inspiração por trás, uma pesquisa, mesmo que não intencional. Hoje tudo o que é criado sempre tem uma referência por trás, o dia a dia, filmes, música, internet ... Tudo isso faz você ficar em contato com a arte 24 horas por dia. Em qualquer lugar que você esteja existe algo para se inspirar. Então, quando eu começo a criar uma arte, tudo isso passa pela minha cabeça, gerando novas idéias, imagens e conceitos.

Às vezes algumas bandas preferem ter sua própria ideia inicial de conceito para a arte-final da capa. Então me enviam inicialmente suas idéias e referências para a arte da capa, e naturalmente deixam sempre um espaço para minha visão pessoal introduzida na arte e no conceito final. Então, neste caso, as bandas me enviam um brainstorm, todo o conceito e história do álbum, isso no caso de um álbum conceitual, também algumas letras principais que possam ajudar a obter algumas idéias, às vezes rascunhos e esboços mesmo que grosseiros, e então eu dou inicio a arte. Às vezes tudo que eu tenho é o título de lançamento, como foi o caso da capa do "Killer Elite", Best Of do DragonForce, e também a capa do DVD ao vivo "In The Line Of Fire" também do DragonForce.

DF MÉXICO: Qual capa do Dragonforce lhe deu mais trabalho?

A capa do DVD “In The Line Of Fire” pode não ter sido a que deu mais trabalho, mas com certeza foi a mais indecisa pela banda em questões de conceito e com mais versões. Essa capa do DVD teve 12 versões e 5 conceitos de capa completamente diferentes, até que fosse finalmente aprovada. A capa do DVD, o DragonForce havia contratado inicialmente outro artista com um estilo diferente do meu, queriam uma capa em estilo manga ilustrada à mão livre, o que eu não faço. Cheguei a trabalhar na arte da capa utilizando as ilustrações em manga feitas por esse outro artista, tentei algumas versões de capas, mas não cheguei a um resultado e conceito satisfatório para a capa e então eu e a banda descartamos esse outro artista e a ideia de manga. Por fim Herman deixou em minhas mãos pensar em um novo conceito para a capa e enfim chegamos a capa atual a qual foi aprovada após alguns previews e pequenas alterações de conceito e arte.

A capa do álbum “Maximum Overload” não foi tão trabalhosa e complexa, pois o tempo todo estive no caminho certo com base no que a banda queria para a capa. A banda inicialmente me enviou o conceito do álbum e um esboço enviado feito a mão pelo Fred. A capa teve apenas uma versão e 11 previews de arte com pequenas alterações até chegar no resultado final aprovado pelo Herman.

A capa do Best Of “Killer Elite” apesar da banda não fazer ideia de um conceito para a capa tendo apenas o titulo do álbum definido, assim então me deixando livre para pensar em um conceito, sem dúvida foi a capa mais rápida a obter uma aprovação em poucas versões. Foram 3 versões de capas e 2 conceitos completamente diferentes inclusive em estilo de arte. A terceira versão e conceito foi aprovada logo no primeiro preview da capa enviada ao Herman. Não houveram alterações na arte dessa ultima versão aprovada. Até hoje não sei se a capa do “Killer Elite” foi aprovada por uma questão de pressa em obter a capa finalizada em um prazo curto, pois o prazo para a mesma era absurdamente curto, ou se realmente aprovaram por gostarem da capa. Não senti muita firmeza no Herman ao aprovar essa capa, mas considero uma capa boa e bonita principalmente nas cores as quais deram uma quebrada nas cores frias utilizadas nas capas anteriores feitas por mim.

Por fim a nova capa do álbum “Reaching into Infinity”, prestes a ser lançado dentro de alguns meses, foi a capa que me deu mais trabalho por ser bem mais complexa em detalhes, dentro do conceito do álbum, do que as capas e conceitos anteriores. Teve apenas uma versão da capa resultando em 5 previews da arte contando apenas com algumas alterações na arte durante o processo de criação. Nessa capa também me foi enviado inicialmente um conceito final para o álbum e um esboço digital, uma montagem básica de imagens feita pelo Herman para explicar mais ou menos o que queria na arte. O conceito final da arte da capa no fim foi adaptado por mim acrescentando um portal e um dragão chinês na capa. O interessante dessa capa é que foi o primeiro álbum de estúdio lançado pela banda DragonForce tendo finalmente um dragão na capa, por sua vez um dragão chinês para facilitar convencer o Herman (haha), isso sem contar a capa do DVD ao vivo “In The Line Of Fire” o qual eu também trouxe um conceito incluindo dragões chineses na capa. Não só a capa desse novo álbum “Reaching into Infinity” foi a mais trabalhosa, como sem dúvida todo o design e artes desenvolvidas para o encarte e packagings do CD, do digipack e LP. Ficou um projeto gráfico bem legal e bonito principalmente em suas cores acho. Atualmente ainda estou trabalhando nas futuras artes de merch da banda, novo site com temática do novo álbum e claro um novo backdrop para o palco da nova turnê.

DF MÉXICO: Antes de você criar as artes, você ouve as canções do álbum?

Ouvir música é algo que não pode faltar quando eu estou criando uma arte, seja para uma banda ou apenas para diponibilizar à venda em minha galeria. Eu costumo pedir um link para ouvir a banda ou demos para o álbum em que estou trabalhando. Eu preciso ouvir música quando estou criando, mesmo que não seja uma música do álbum a ser lançado, procuro ouvir algo da banda ou outras bandas do genero que as influenciam. Eu acho que é importante saber se a arte-final da capa que você está criando tem alguma conexão com o estilo da banda, gênero, letras e tematica do álbum. Além disso, quando eu estou criando minhas próprias artes para colocar à venda, eu sempre ouço algumas bandas de Metal que gosto durante o processo de criação, isso me ajuda um pouco no processo de crianção e inspiração.

DF MÉXICO: Como funciona o processo de criação?

Ok, sobre o meu processo criativo, desde a concepção até a conclusão da arte.

Minha área é Arte Digital. Toda a minha arte é 100% digital, com técnicas de fotomontagem, recursos digitais e de edição com o uso do Photoshop principalmente. Eu não uso técnicas de ilustração e desenho a mão.

No caso da fotomontagem, consiste na fusão de várias imagens, sendo essas de bancos de imagens pagos ou gratuitos, fotos e ilustrações, que, quando juntas, criam uma única cena a qual pode se tornar uma cena realista, uma cena fantasiosa, uma arte surrealista ou abstrata.

A maior parte do meu tempo como artista digital é dedicado à pesquisas de imagens, de stocks pagos ou gratuitos e meu próprio banco de imagens que hoje tem cerca de 20 mil imagens, sempre com alta resolução e sempre respeitando seus direitos autorais de uso e modificação.

No processo de idealização de uma arte, sempre tento ter referências artísticas, obter alguma inspiração inicial antes de começar a produzi-la. Após este passo eu inicio uma pesquisa de imagem basica, vendo o que se encaixa inicialmente e, em seguida, aplicar as técnicas digitais iniciais e realizar uma pesquisa mais aprofundada nas imagens necessarias conforme crio a arte. Eu sempre tento aprender novas técnicas que podem ser usadas em minhas artes futuras.

Quando eu chego a um resultado bom o suficiente para mostrar ao cliente, eu envio um preview da arte para uma primeira avaliação. Uma vez aprovada, continuo trabalhando nela para fazer o melhor possivel na arte final e fazer as alterações necessárias caso solicitadas, ajustando cores, melhorando detalhes da arte e finalmente terminando para uma aprovação final da capa.

Resumindo, Design é um processo que envolve pesquisa, dedicação, estudo, técnicas, tempo e acima de tudo, conhecimento e criatividade. Não pense que irá abrir o Photoshop hoje e ser um designer amanhã, não é bem assim que se constrói um artista e profissional.

DF MÉXICO: Como você se sente sendo o Designer de uma das maiores bandas de Power Metal do mundo?

Eu acho que não saberia descrever exatamente o que é trabalhar junto ao DragonForce, a maior banda de Speed Power Metal do mundo. É muito gratificante hoje trabalhar com outras bandas as quais sempre mencionam que a capa delas foi criada pelo designer do DragonForce, isso acontece muito. Muitas matérias relacionadas a outras bandas com as quais trabalhei, quando me mencionam, hoje sempre colocam como “CadiesArt (DragonForce)” ou “Caio Caldas (DragonForce)”, e isso mostra um reconhecimento enorme pelo meu trabalho junto ao DF. As bandas com as quais trabalho hoje mostram muito respeito e orgulho por estarem trabalhando com alguém que fez capas para uma banda renomada como DragonForce. Hoje posso me apresentar como o designer do DragonForce e isso é sensacional, e principalmente de extrema importância para o meu portfolio e futuras oportunidades com outras bandas grandes como é o caso do Épica a qual o Herman fez com que eu pudesse me aproximar deles gerando futuras oportunidades. Por fim tenho muito orgulho de poder colocar em destaque em meu meus portfolios todas as capas que fiz para o DF nos últimos anos.

DF MÉXICO: O que você acha sobre suas artes serem estampadas e mostradas ao mundo todo atrás do palco da banda por toda turnê mundial?

Eu já fiz muitos banners de palco de shows, mas para bandas pequenas e undergrounds. Já para o DragonForce, fiz alguns fundos de palco gigantescos e ao ver a primeira foto do palco da turnê “Maximum Overload World Tour” no Loud Park, aquilo me deixou bem orgulhoso ao ver a quantidade de fãs ali presentes presenciando a capa do novo álbum estampada no fundo do palco, isso além de ver todas as artes de merchandising que fiz para o DF, estampadas nas camisas dos fãs. A primeira oportunidade que tive de ver o DragonForce ao vivo nessa turnê “Maximum Overload” e ver a minha arte estampada no palco e nas camisas, foi no show da Alemanha, em Berlin, junto ao Épica no dia 17 de Janeiro de 2015 no C-C Club, porém o lugar era bem pequeno e o banner principal de fundo acho que não foi utilizado, tendo apenas dois banners verticais, um de cada lado do palco, com parte da arte da capa. A segunda vez que vi o palco pessoalmente foi no show em São Paulo, também junto ao Épica, dessa mesma turnê e pude ver o palco com seu banner principal de fundo estampando minha arte, porém por questões de tamanho do palco o banner ficou pela metade. Já a turnê “Killer Elite” a qual também fiz 3 banners de palco para a banda, essa não tive a oportunidade de ver ao vivo mas vi algumas fotos e fiquei bem satisfeito. Atualmente estou trabalhando no palco da nova turnê “Reaching into Infinity World Tour” e espero poder ver essa turnê ao vivo e apreciar mais uma vez minha arte sendo estampada para milhares de fãs da banda.

DF MÉXICO: Qual sua capa predileta do Dragonforce?

Sem dúvida a mais recente criada para o “Reaching into Infinity”, adorei o dragão chinês mecânico e a ideia do portal. Gosto de capas um pouco mais complexas e detalhadas, capas que fazem você ficar mais tempo admirando a arte. Também gostei muito do resultado final de todo o design do novo álbum.

DF MÉXICO: Para quais bandas famosas como Dragonforce você trabalha?

Não posso dizer que sou um designer de grandes bandas, pelo menos não ainda (haha), mas um dos clientes que me deixou mais orgulhoso de ter trabalhado foi um projeto simples feito para o Paul Dianno (primeiro vocalista do Iron Maiden). Foi feito basicamente um novo layout para seu MySpace profile, em 2010 se não me engano bem no inicio da CadiesArt, que era um dos serviços que a CadiesArt oferecia quando o MySpace era mais utilizado por bandas do que o Facebook atualmente com suas fan pages. Dianno utilizava bastante o MS para anunciar novas turnês e trabalhos na época, porém, não tinha layout algum, nem fotos, não tinha nada no perfil, apenas postagens. Fui procurado por ele para dar vida a seu perfil e torná-lo interativo, completo, mais interessante e chamativo para promovê-lo melhor, enfim, dar uma nova imagem ao trabalho dele.

Trabalhar com o Paul Dianno foi realmente muito especial para mim não só como designer mas principalmente e especialmente como um fã doente pela historia Iron Maiden e um grande fã desse que pra mim continua sendo um dos melhores vocalistas da História do Heavy Metal. Após esse trabalho acabei me aproximando mais do Dianno, e ele começou a me chamar para os shows no Brasil, tive a oportunidade de me encontrar com ele diversas vezes, mas atualmente não mantenho mais tanto contato com ele.

A Doro Pesch, “the heavy metal queen”, também foi uma grande cliente para quem tive a oportunidade de poder fazer o MySpace da banda em 2011 acho. Um trabalho simples também, nenhum álbum ou capa o qual adoraria fazer, mas também uma cliente de extrema importância pra mim sendo muito fã dela e tido a oportunidade de ser convidado pessoalmente por ela para seu show no Brasil como convidado da banda, show esse que foi gravado para ser lançado em DVD posteriormente o qual eu tentei conseguir uma oportunidade de fazer a capa e projeto gráfico do DVD mas não tive tanta sorte assim haha. Algumas bandas tem seus próprios designers que já trabalham com a banda a alguns anos e acaba ficando mais difícil trabalhar com essa bandas por esse motivo. Acho que é mais ou menos o meu caso com DragonForce hoje, após 4 lançamentos com a banda, acho que hoje já posso me considerar designer oficial da banda e espero que por mais alguns lançamentos ainda haha.

Também tive um cliente que considero a maior oportunidade da minha carreira no ramo, não se trata especificamente de uma grande banda ou músico, mas sim de uma grande lenda dos cinemas! Em 2013 tive o enorme prazer e honra de trabalhar com a lenda Sir Christopher Lee, o ator britânico famoso por seus vilões no cinema como Saruman em “O Senhor dos Aneis” ou “Star Wars” com o Conde Dooku, ou mesmo em 007 ou o primeiro drácula do cinema, entre outras centenas de vilões conhecidos. Enfim, Christopher Lee se tornou um grande fã de heavy metal mesmo após seus 90 anos de idade, gostava de bandas como Black Sabbath e Judas Priest as quais eram muito próximas a ele como amigos. Christopher Lee após seu interesse por heavy metal e tendo tido participações em bandas como Rhapsody of Fire, decidiu se aventurar no Heavy Metal e criou seu projeto de Metal Opera chamado “Charlemagne”. Então em 2013 fui procurado por ele e seu manager para trabalhar na capa do seu primeiro álbum de heavy metal entitulado “The Omens Of Death” contando com o guitarrista do Judas Priest. Além de fazer a capa do álbum, tive a oportunidade de poder fazer todo o projeto gráfico do álbum o qual foi lançado em CD e Vinil duplo. Foi uma grande surpresa pra mim ao receber esse contato pois nunca iria imaginar que esse ator teria uma banda de heavy metal e que eu teria a chance de trabalhar com ele. Demorou alguns dias para cair a ficha de que estávamos falando do mesmo Christopher Lee que eu conhecia, só foi cair a ficha ao receber suas fotos para serem manipuladas na capa do disco. Infelizmente Sir Chirstopher Lee faleceu em 2015 aos 93 anos de idade.

Outras bandas, que não as considero tão grandes mas ainda sim considero conhecidas, que trabalhei a alguns anos e ainda trabalho com elas atualmente, são as bandas Absolva a qual me aproximou do meu amigo Luke Appleton baixista atual da banda Iced Earth e seu irmão Chris Appleton baixista do Absolta e Blaze Bayley. Também venho trabalhando em capas para a banda SoulSpell, projeto grande de Metal Opera brasileiro, a qual conta com diversas participações especiais e convidados de grandes bandas e músicos do metal.

DF MÉXICO: Qual banda você teria o prazer de trabalhar e que ainda não trabalhou?

Ah, são inúmeras bandas com as quais adoraria trabalhar e fazer uma capa. Não me vem muitas a mente agora mas posso citar algumas como Queensryche, WASP, Dream Theater, Helloween, Slipknot, Doro, Judas Priest, Van Canto, Accept, Korn, Tarja, Nightwish, Jorn, Angra, Powerwolf, Avantasia, Stone Sour, Opeth, Épica, Sonata Arctica, Saxon, dentre centenas de outras bandas as quais sou fã e adoraria fazer uma capa.

DF MÉXICO: A capa do Novo Álbum da banda foi muito complexa para você? Quanto tempo durou para ficar pronta?

Como eu disse, para mim a capa do “Reaching into Infinity” e o conceito em si foi o mais difícil dentre os lançamentos e capas anteriores em que trabalhei junto ao DragonForce. Muitos detalhes, uma pesquisa de imagens mais complexa também, transformar um dragão chinês em robô também foi meio que um desafio até chegar em um resultado legal. E não só a capa, como em breve, poderão ver que todo o design do álbum, encarte e demais versões que serão lançadas, tiveram artes bem mais complexas e mais desenvolvidas do que nos projetos gráficos que fiz para os lançamentos anteriores do DF, sendo eles “Maximum Overload”, “In The Line Of Fire” e “Killer Elite”.

Mesmo sendo necessária apenas uma versão da capa e finalizada em apenas 5 previews da arte, ela se deu inicio em Agosto de 2016 e foi finalizada e aprovada somente na metade de Janeiro totalizando 6 meses aproximadamente para capa ser finalizada e aprovada após todas as alterações necessárias.

DF MÉXICO: Você pretende continuar trabalhando para a banda? Como é sua relação com eles?

Eu acho que após a primeira capa feita para DragonForce com o álbum “Maximum Overload” em 2014, eles já possuem mais confiança em mim e no meu trabalho e me dão mais liberdade para trabalhar um conceito para as capas com base em algumas idéias iniciais deles quando necessario. Têm funcionado bem trabalhar com a banda e principalmente junto ao Herman Li. Eu acho que a melhor forma de se obter uma capa bem feita é você começar a ter uma pouco de liberdade na criação da mesma e poder seguir seu instinto tendo confiança total da banda no seu trabalho e isso vem acontecendo com o DragonForce e acho que por isso continuo trabalhando com eles e pretendo continuar no futuro. Não há nada pior para um artista do que ter que criar algo que realmente não gosta, somente para satisfazer a banda. Meu trabalho é sempre encontrar a melhor maneira de representar uma idéia na melhor abordagem visual e forma eficaz possivel. Afinal depois de lançado será sempre o meu nome por traz da arte e não é muito legal ter seu nome em algo que você nao aprova totalmente ou não gosta do resultado final. O DragonForce tem respeitado isso também e apostado um pouco de confiança em mim e meu trabalho, e sou grato por isso.

DF MÉXICO: De onde veio sua inspiração para fazer a capa do novo álbum?

Para seu sétimo álbum de estúdio “Reaching into Infinity”, prestes a ser lançado agora em 2017, me foi enviado inicialmente um conceito final do álbum, um título o qual posteriormente foi alterado para melhor se adaptar a arte da capa acredito eu, e um esboço digital - uma montagem de imagens feita pelo Herman para explicar mais ou menos o que queria na arte. O baixista do DragonForce, Fred Leclercq, comentou recentemente sobre o titulo do novo álbum "O título do álbum explica muito bem o que estamos tentando fazer com a nossa música. O mundo de hoje é realmente louco - há medo do futuro, e a incerteza. Mas o poder da música é infinita, e pode dar força e esperança para as pessoas." E acho que ele esta 100% certo.

A arte da capa desse álbum acho que eu não tive uma inspiraçao especifica para ela, foi basicamente baseada no conceito do album e sugestões iniciais que me foram passadas pelo Herman e nos titulos e letras das faixas do álbum.

Vi que muitos fãs remeteram a capa do novo álbum ao desenho “Yugioh!” Mas em momento algum lembrei do desenho ao fazer a capa, mesmo tendo sido fã do desenho e inclusive jogado muito cartas de “Yugioh!” na infancia e conhecer o dragão branco que tanto mencionaram haha Então essa definitivamente não foi uma inspiração, bom deixar claro. haha

A arte da capa e conceito do álbum gira basicamente em torno de um cenário atemporal, o qual não tem um tempo especifico no presente, passado ou futuro. Foi solicitada uma cidade aparentemente em ruínas, uma mistura de cidade moderna, cidade antiga e cidade futurista. Também traz uma pegada meio “gamer” como se tudo aquilo fosse um universo virtual, como em “Matrix”, e tudo estivesse se desmaterializando em “pixels”.

No centro da capa, pensamos em um portal, algum buraco no tempo e espaço o qual traria robôs de outros planetas, como acontece no filme “Transformers”, nesse caso um dragão chines mecanizado teria entrado em nosso planeta. Não sei dizer ao certo se esse dragão seria uma ameaça ao cenario onde a capa se passa, ou se seria um defensor dos acontecimentos no planeta. Herman as vezes traz algumas ideias mas sem um desenvolvimento conceitual dentro da capa, então eu apenas as executo haha.

DF MÉXICO: Como é seu contato com os fãs da banda? Eles sempre acompanham seu trabalho?

Eu sigo no Facebook acho que as principais Fan Pages de DragonForce, inclusive já tive o prazer de fazer capas de FB para elas. Gosto de ver os comentários, publicações e opiniões dos fãs quando um novo lançamento com capa feita por mim é anunciado pela banda. Ao anunciarem a capa do novo álbum de estúdio “Reaching into Infinity”, acompanhei todos os comentários de todos as Fan Pages, fora as paginas Oficiais da banda. Foi bem legal a forma como o Herman decidiu revelar a capa, dando a possibilidade dos fãs imaginarem, a cada pedaço revelado, como seria a capa final. Ao ser revelado parte do titulo, isso deu ao fãs espaço para imaginar inúmeras possibilidades de títulos. Foi bem interessante acompanhar.

Hoje acho que tenho muitos fãs de DragonForce que me seguem seja no Instagram ou no Facebook, alguns me adicionam no FB e são muito bem vindos. Acho que essas Fan Pages de DragonForce, na verdade, que ajudaram boa parte dos fãs da banda a descobrirem quem era o novo designer do DF, porque algo que me decepciona e muito ao trabalhar com o DragonForce, é a falta de reconhecimento deles junto ao meu trabalho com banda que vem sendo feito a quase 4 anos já. Nunca vi uma publicação se quer da banda que me mencionasse, nunca fui mencionado no pre-release da banda por ter feito a capa do álbum, nem quando uma capa que fiz é revelada nas redes sociais da banda. Nunca deram os devidos créditos pelo meu trabalho gráfico a não ser no encarte onde é obrigatório ter. Sendo assim essas Fan Pages deram mais visibilidade maior ao meu trabalho junto ao DragonForce fazendo com que os fãs pudessem conhecer quem eu era e outros trabalhos meus também. Muitos fãs brasileiros nem se quer sabiam que o designer atual da banda era um artista brasileiro e isso animou muitos deles também. Acho que todo fã brasileiro de DragonForce tem um certo orgulho de ter um artista brasileiro como designer de sua banda favorita.

Enfim, espero que os fãs de DragonForce estejam gostando do meu trabalho com a banda nesses últimos anos.

DF MÉXICO: Como foi seu primeiro contato pessoal com a banda?

Com o DragonForce eu tive a chance de conhecê-los pessoalmente na Alemanha pela primeira vez, em Berlin, em 2015, quando eu estava de féria a lazer pela Europa passando por 5 países com minha namorada, e quando eu estava em Berlin calhou de ter um show do DF e Épica por la e logicamente a banda me convidou para o show. Foi a melhor experiencia da minha vida conhece-los pessoalmente, nao por estar conhecendo uma banda grande famosa, mas por ter trabalhado tanto tempo com eles e finalmente estar conhecendo e falando com eles pessoalmente o que é muito diferente de trocar emails e falar por chats online. Após o show do DragonForce, tivemos um encontro no backstage o qual foi bem legal, muita cerveja, risadas e piadas haha Eu e minha namorada, que inclusive é a atual Web Designer do DF, ficamos durante o show do Épica inteiro no camarim junto com o DragonForce, bebendo e conversando. Conversamos muito com o Fred que deu algumas dicas sobre Paris para a gente, pois no dia seguinte iriamos para Paris, e também claro muito com o Herman o qual ficou bastante animado em finalmente conhecer o cara por traz das artes do álbum recem lançado, na época o “Maximum Overload”.

Mais tarde no Brasil, na mesma turnê “Maximum Overload” no dia 8 de março, em São Paulo, tive a segunda oportunidade de me reencontrar com a banda uma hora antes do show, mas além de algumas cervejas e conversas, o principal motivo do encontro foi para discutir algumas ideias sobre a capa do DVD ao vivo “In The Line Of Fire” que estava prestes a ser lançado. Sentamos para discutir um novo conceito para a capa após as versões mangas, que mencionei no inicio da entrevista, terem sido anuladas. Foi nesse dia que chegamos nas ideias iniciais para a capa final que foi aprovada para o DVD.
Também fui presenteado nesse dia com um LP do “Maximum Overload” autografado pela banda inteira e dedicado a mim com agradecimento pela arte. Nesse show Fred me colocou, junto com meus amigos presentes, no melhor camarote da casa bem de frente para o palco, e após o show do DragonForce, o Fred e o Herman ficaram boa parte do show do Épica junto comigo e meus amigos no camarote conversando e apreciando o show, além do Herman me apresentar pessoalemnte ao manager do Épica,o que foi bem legal da parte dele, e espero um dia ter a oportunidade de fazer uma capa para o Épica.

DF MÉXICO: O que você espera neste este ano de 2017 para a banda Dragonforce?

Olha, na verdade o mais esperado já aconteceu, que era o lançamento de um novo álbum de estúdio e isso eu já sabia que estava por vir em 2017 desde que comecei a trabalhar no “Killer Elite”, eu só não tinha certeza de quando seria, mas tendo em vista o lançamento do “Maximum Overload” imaginei que seria no mesmo período.

Então o que eu espero em 2017 para o DragonForce é que passem pelo Brasil com um grande show, talvez não como banda de abertura mas como banda principal, o que seria sensacional. Espero poder reencontrar com a banda e curtir um tempo com eles novamente. E espero poder me encontrar com alguns fãs do Fan Club do DragonForce e poder assinar alguns posters ou álbuns junto com a banda. Esse encontro com o Fan Club era pra ter acontecido no show em São Paulo em 2015, mas por questões de falha em comunicação, acabei chegando ao local após o encontro dos fãs com a banda, infelizmente.

DF MÉXICO: Você já trabalhou para alguma banda do México?

Nesses 7 anos que trabalho com artes para bandas, trabalhei com uma única banda, de Heavy Metal, do México, chamada “Padre Nuestro”. Porém a capa que fiz para eles ano passado ainda não foi revelada, e aguardo ansiosamente pelo álbum que esta por vir agora em 2017, eu acredito.

Na verdade o México, posso estar errado, mas não tem muitas bandas de metal, acho que não esta nem entre os 25 países com maior número de bandas de Metal no mundo. Já trabalhei com bandas até da Ucrania e Slovakia os quais tem menos de 500 bandas de metal com nomes reconhecidos, mas raramente recebo contato de bandas do México. Talvez possam me apresentar a algumas bandas boas de Metal no México e quem sabe eu trabalhe com elas futuramente.

DF MÉXICO: Que mensagem você quer deixar para os fãs Méxicanos?

Bom, foi um prazer ter realizado essa entrevista para os meus fãs de DragonForce, e para a Fan Page DragonForce México. Espero que tenha sido uma entrevista interessante e que tenha ajudado a conhecer um pouco mais sobre mim e minha arte. Tenho muito pela frente ainda com DragonForce a ser feito haha.

Meus trabalhos atualizados, inclusive todas as artes feitas para o DragonForce, podem ser encontrados em alta resolução em meu site oficial www.CADIESART.com e no meu Facebook facebook.com.com/cadiesartwork.

Por fim, lembro que o novo álbum "Reaching Into Infinity", do DragonForce, será lançado em 19 de Maio de 2017 via earMUSIC e estará disponível nos seguintes formatos:
Digital, CD Edição Standard, LP Duplo Gatefold e uma edição especial Digipack CD com bônus multi-ângulo DVD ao vivo no Woodstock Festival Polônia 2016.

Interview: Luiz Gustavo Queiroz and "DragonForce - México Fan Page"